Júlia Nunes defende resposta mais rápida do Estado contra agressores foragidos

Para a advogada, quando o acusado por tentativa de feminicídio ou feminicídio está foragido, a Justiça não pode caminhar em ritmo mais lento: a prioridade precisa ser proteger a vítima e localizar o agressor

Para uma mulher que sobrevive a uma tentativa de feminicídio, o medo não termina quando o crime acaba. Ele continua enquanto o agressor permanece nas ruas.

É justamente contra essa realidade que a advogada e candidata a deputada federal Júlia Nunes quer atuar. Sua proposta é dar mais agilidade à investigação e à tramitação dos casos em que o acusado por crimes graves contra mulheres está foragido, especialmente nos casos de tentativa de feminicídio e feminicídio.

Na visão de Júlia, não é aceitável que a condição de foragido do acusado resulte, na prática, em uma resposta mais lenta do Estado. Se existe uma mulher ameaçada e um agressor que não foi localizado, cada dia importa.

A proposta parte de uma experiência que Júlia conhece de perto. No caso de Maria Daniela, por exemplo, o acusado ficou foragido por meses antes de ser preso. A jovem sobreviveu a estupro e a uma tentativa de feminicídio e ficou com graves sequelas. O acusado acabou condenado a 13 anos e quatro meses de prisão.

Para Júlia, histórias como essa mostram que a proteção à mulher precisa começar antes que uma nova violência aconteça.

“Quando o agressor está foragido, a vítima não está livre. Ela continua vivendo com medo. O Estado precisa entender isso e agir com rapidez. Não podemos esperar que aconteça uma segunda violência para só então acelerar a resposta.”

A proposta defendida por Júlia envolve investigações mais céleres, mecanismos que fortaleçam a localização e prisão de acusados de alta periculosidade e leis mais rigorosas, sempre dentro do devido processo legal. O objetivo é reduzir o tempo entre a denúncia, a investigação, a identificação do agressor e a efetivação das medidas necessárias para proteger a vítima.

Mais do que endurecer a legislação, Júlia defende que a lei precisa funcionar na vida real.

Porque, para quem está sendo perseguida, ameaçada ou tentando sobreviver depois de uma violência extrema, esperar não é apenas esperar pela Justiça. É continuar olhando para trás, com medo de que o agressor apareça.

“Eu quero levar essa realidade para Brasília. Quero leis mais fortes, investigação mais rápida e um Estado que chegue antes da próxima tragédia. A mulher que denuncia precisa saber que não está sozinha e que o agressor não terá tempo para voltar a fazer mal”, afirma Júlia.

A luta de Júlia Nunes é, portanto, por uma Justiça que não apenas condene depois do crime, mas que aja com rapidez para impedir que a violência continue.

Porque proteger uma mulher também é ter pressa para encontrar quem pode voltar a machucá-la.

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