Feminicídio: a lei avançou, mas a luta continua

Em 2015, o Brasil deu um passo importante ao reconhecer o feminicídio como uma forma qualificada de homicídio e incluí-lo entre os crimes hediondos. Foi uma mudança necessária para dar visibilidade às mortes de mulheres motivadas pela condição de gênero e fortalecer a resposta do Estado.

Quase uma década depois, a legislação avançou novamente. Em 2024, o feminicídio passou a ser crime autônomo, com penas mais severas.

Mas, para Júlia Nunes, endurecer a lei é apenas parte do caminho.

“Não basta criar leis depois que uma mulher é morta. Precisamos de um Estado que consiga protegê-la antes.”

Há 18 anos atuando na defesa de mulheres vítimas de violência, Júlia defende uma legislação cada vez mais eficiente, respostas rápidas e uma rede de proteção que funcione na prática.

Sua entrada na política nasce justamente dessa realidade: levar para Brasília a experiência de quem conhece a violência contra a mulher de perto e transformar indignação em ação.

Porque cada feminicídio não é apenas um número. É uma vida interrompida e uma família que fica para trás.

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