Três anos depois, a luta de Júlia Nunes continua: “um anjo enviado por Deus

Há três anos, um caso de violência brutal em Palmeira dos Índios chocava Alagoas. Hoje, a história de Alexia Lopes também ajuda a lembrar por que a defesa das mulheres precisa de voz, coragem e atuação firme.
Há feridas que o tempo não apaga. E há histórias que não podem ser esquecidas.
Há exatamente três anos, Alexia Lopes, de Palmeira dos Índios, viveu um dos momentos mais dolorosos de sua vida. Enquanto sua filha, então com apenas sete meses de idade, era espancada, Alexia tinha uma tia que era sua rede de apoio nos cuidados com a bebê e também foi vítima de uma violência brutal: foi estuprada e espancada.
Uma violência contra duas mulheres. Uma criança indefesa no centro de uma tragédia. E uma família diante do desespero.
Foi nesse momento que a atuação da advogada Júlia Nunes fez toda diferença.
Conhecida em Alagoas pela defesa incansável das mulheres vítimas de violência, Júlia entrou no caso com firmeza, coragem e compromisso. O trabalho desenvolvido por ela foi essencial para que o responsável fosse localizado e preso em menos de 24 horas.
Três anos depois, Alexia ainda se emociona ao lembrar daquele momento.
“A Drª Júlia foi um anjo enviado por Deus. Se não fosse o trabalho dela, talvez tudo tivesse sido ainda mais difícil. O trabalho dela foi essencial para que o culpado fosse preso em menos de 24 horas. Ela não soltou a minha mão em nenhum momento.”
Para Alexia, Júlia representa mais do que uma advogada. Representa a mulher que escolheu estar ao lado de outras mulheres justamente quando elas mais precisam.
“Ela é a defensora da mulher. Ela luta por nós, acredita em nós e não deixa que a nossa voz seja silenciada. Eu nunca vou esquecer o que ela fez por mim e pela minha família.”
A história de Alexia revela uma realidade que ainda revolta e assusta: mulheres continuam sendo violentadas, agredidas, ameaçadas e, muitas vezes, obrigadas a enfrentar sozinhas um sistema que deveria protegê-las.
É por isso que a luta de Júlia Nunes ultrapassa os limites de um único caso.
Há 18 anos, ela dedica sua trajetória à defesa das mulheres em Alagoas, transformando indignação em ação e colocando sua voz a serviço de quem muitas vezes não consegue ser ouvida. Sua atuação em casos de violência contra a mulher consolidou uma imagem que hoje se tornou uma de suas principais bandeiras: Júlia é a advogada que escolheu defender mulheres.
O caso de Alexia é uma dessas histórias que mostram por que essa luta importa.
Porque, diante da violência, não basta indignação. É preciso ação. É preciso conhecimento. É preciso coragem para enfrentar quem agride e defender quem precisa de proteção.
Três anos depois, a dor de Alexia permanece como uma lembrança de tudo que nenhuma mulher deveria viver. Mas também permanece uma certeza: quando uma mulher encontra outra mulher disposta a lutar por ela, ela não está mais sozinha.
E é essa luta que Júlia Nunes quer levar ainda mais longe.
Depois de tantos anos defendendo mulheres em Alagoas, ela coloca sua experiência, sua coragem e sua história à disposição de uma nova missão: representar, na Câmara Federal, milhares de mulheres que precisam de voz, proteção e justiça.
Porque defender a mulher não pode ser apenas um discurso. Para Júlia Nunes, sempre foi uma missão.